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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Brasil dará US$ 6 bi para Programa da ONU sobre o Meio Ambiente

Governo brasileiro também deve doar cerca de US$ 10 bilhões para que os países mais pobres implementem algumas medidas de desenvolvimento sustentável
No discurso de encerramento da Rio+20, a presidente Dilma Rousseff anunciou que o Brasil irá injetar U$ 6 bilhões ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Além disso, o governo brasileiro deve doar outros U$ 10 bilhões para que os países mais pobres possam implementar medidas de desenvolvimento sustentável. Ao citar as medidas, a presidente foi interrompida por fortes aplausos das 193 delegações presentes ao pavilhão 5 do Riocentro.
Ao contrário do que disse mais cedo numa coletiva com a imprensa brasileira, onde ela considerava o acordo como “vago”, Dilma subiu ao palanque da ONU para exaltar o documento final:
“Este documento que nós aprovamos por consenso é um marco para o desenvolvimento sustentável. Um passo histórico foi dado para um futuro mais justo.”
Mas a aprovação do documento final “O Futuro que Queremos” está longe de ser um sucesso absoluto, mesmo sendo aprovado por consenso sem objeções às 19h10. Antes de Dilma fechar a conferência, outros 10 representantes fizeram algumas reservas ao acordo, que serão anexadas à Secretaria-Geral da ONU. Enquanto os países bolivarianos do Equador e Venezuela expressaram repúdio à intenção futura de cortar subsídios a combustíveis fósseis, a União Européia lamentou a “falta de ambição” dos países em não definir quais serão as metas de Desenvolvimento Sustentável. Já a Bolívia acusou o conceito de “economia verde” presente no texto de não ser mais do que uma “mercantilização da natureza.”Também houve espaço para chiados do representante da Santa Sé, que reclamava pela menção dos direitos reprodutivos das mulheres.
Dentre as novidades do acordo, estão o compromisso de os países reforçarem financeiramente e politicamente o PNUMA, além da promessa de estabelecer metas de Desenvolvimento Sustentável até 2014, de forma que elas possam substituir já em 2015 as Metas do Milênio. O pilar social do desenvolvimento sustentável também foi reforçado ao incluir no texto a promessa de erradicação da pobreza.
Os chefes de Estado pretenderam ainda reformar o indicador do PIB de forma que o crescimento econômico seja um aliado do meio ambiente. Além disso, houve preocupação com a proteção da biodiversidade dos oceanos. No entanto, o texto não vai lém de uma carta de compromissos, sendo muitos deles voluntários. De acordo com o secretário-geral da Rio+20, o diplomata chinês Sha Zukang, a secretaria da conferência recebeu 692 metas voluntárias de desenvolvimento sustentável das 193 delegações. Mas mesmo com um acordo considerado por muitos ativistas e movimentos sociais como “modesto”, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um alerta final aos líderes mundiais presentes no Riocentro:
“Não podemos mais hipotecar nosso futuro para necessidades de curto prazo. O tempo de discursos acabou, agora é hora da ação.”
O FLUMINENSE

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