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domingo, 15 de junho de 2025

Maior tubarão-branco já registrado no Atlântico se aproxima de popular balneário nos EUA

 

O maior tubarão-branco já registrado por pesquisadores no Atlântico está a caminho de um popular destino de férias de verão (no Hemisfério Norte) nos EUA.

Chamado de Contender, com 4,3 metros de comprimento e 725 quilos, o predador foi marcado no Atlântico Norte em janeiro pela OCEARCH – uma organização sem fins lucrativos que realiza pesquisas com grandes animais marinhos – a 72 quilômetros da costa entre os estados da Flórida e da Geórgia, perto de Jacksonville.

E depois de ficar fora do radar por quase um mês – o rastreador só transmite o sinal de localização quando a barbatana dorsal do tubarão é brevemente exposta acima da superfície da água – na semana passada, ele emergiu para o norte, perto de Pamlico Sound (Carolina do Norte). O animal parece ter se lançado para o norte nas últimas semanas.

Contender tenha cerca de 30 anos de idade, segundo as estimativas dos cientistas que o acompanham.

Acredita-se que essa parada seja um período crítico de alimentação, permitindo que ele acumule reservas de energia para o que pode ser uma jornada de 1.600 quilômetros ou mais.

"Nesta época do ano, os tubarões-brancos estão iniciando sua migração do fim da primavera einício do verão (16 de maio a 30 de junho), saindo da sua área de inverno no sul para suas áreas de alimentação no verão e no outono no nordeste dos EUA e no Canadá Atlântico", explicou Harley Newton, cientista-chefe e veterinária da OCEARCH, baseada na Flórida, de acordo com o "NY Post".

A migração do Contender é monitorada de perto para o avanço da pesquisa científica e a promoção da conservação dos tubarões. Os grandes-tubarões-brancos desempenham um papel vital nos ecossistemas marinhos, regulando as populações de presas, mas enfrentam ameaças como a pesca predatória, a perda de habitat e as mudanças climáticas. Muitos deles passaram a ser caçados por orcas na última década, o que levou exemplares da espécie a buscar outros mares. Esse comportamento é notado especialmente na África do Sul e na Austrália, onde as orcas parecem ter desenvolvido uma predileção por caçar tubarões-brancos a fim de extrair os seus fígados.

FONTE: EXTRA

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