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terça-feira, 27 de outubro de 2026

'Pessoal, urgente': como Janones foi de ex-cobrador de ônibus a deputado e general do 'Exército do Lula'

 “Pessoal, urgente”, “explode” e “missão do dia” estiveram entre as frases mais repetidas pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) nos 20 dias que separaram o primeiro do segundo turno. No comando do canal de WhatsApp Exército do Lula, ele organizou a atuação da militância a favor da reeleição do presidente e passou a disputar espaço na arena on-line contra apoiadores do candidato derrotado do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, numa movimentação vista como decisiva para a vitória.

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'Erradicar a ameaça fascista': Janones se põe à disposição da esquerda mundial em interação com ex-presidente colombiano

O grupo no aplicativo de mensagens, criado para concentrar as instruções para a esquerda, chegou a mais de 10 milhões de seguidores ao ser alimentado diariamente por missões fixadas pelo deputado. Com essa estratégia, os apoiadores do presidente se mobilizaram em um campo dominado pelo bolsonarismo, que se organizou nas redes sociais na última década.

Ao término da apuração no domingo, a mobilização digital liderada por ele foi tratada como decisiva para a virada de Lula e foi elogiada pelo presidente no seu primeiro discurso após a vitória.

— Eu quero aproveitar o meu general Janones aqui e dizer o seguinte, eu duvido que a Rússia, que a China e que os Estados Unidos tenham um exército vitorioso como o exército da democracia desse país — disse Lula, que chegou a participar de lives com ele.

Janones negou o título de “o cara da virada” e disse que apenas “canalizou a energia de Lula” na campanha. Janones, no entanto, se pôs à “disposição da esquerda mundial para combater a extrema direita e erradicar de uma vez por todas a ameaça fascista” num post em resposta ao presidente colombiano Gustavo Petro, que elogiou sua atuação.

De trocador a advogado

A estratégia ajudou a emplacar e hashtags, além de buscas no Google por termos relacionados ao caso Ana Clara e a outros episódios negativos de Flávio. Pelo Exército, Janones estimulou a ida de apoiadores às ruas e criou trends replicadas em massa, como a voltada para a publicação de fotos de eleitores fazendo o “L” e usando a camisa verde e amarela associada aos bolsonaristas.

Antes de assumir a liderança da mobilização digital, Janones foi reeleito para a Câmara com 78.119 votos. O resultado, no entanto, representa uma queda expressiva em relação ao total conquistado em 2022, quando foi o segundo mais votado para a Casa em Minas Gerais, com 238 mil votos. Na primeira vez que foi eleito, em 2018, ele teve 179 mil votos, puxados por sua atuação durante a greve dos caminhoneiros. Mesmo sem ser da categoria, ganhou projeção com lives para a divulgação de atualizações da paralisação.

Janones foi trocador de ônibus no período em que estudava Direito como bolsista. Formado, ficou conhecido por atuar de graça como advogado para pacientes que buscavam atendimento no SUS em Ituiutaba (MG), onde concorreu à prefeitura em 2016. Quatro anos depois, já na Câmara, chamou atenção nas redes por uma campanha que defendia a manutenção do valor de R$ 600 do auxílio emergencial pago na pandemia.

Dois anos depois, em 2022, foi pré-candidato à Presidência pelo Avante, mas desistiu da disputa para apoiar Lula, apostando em sua forte presença digital em defesa do petista. Na época, o comportamento combativo chegou a preocupar membros da equipe Lula, que consideravam que a postura dele poderia prejudicar a imagem de “moderação” construída para o candidato, na tentativa de atrair votos do centro e de indecisos. Janones teve as redes s monitoradas, publicações derrubadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e foi proibido de associar o ex-presidente Jair Bolsonaro ao ataque promovido pelo ex-deputado Roberto Jefferson a policiais federais. Após a vitória de Lula, em livro no qual narrou os bastidores da campanha, ele admitiu ter divulgado mentiras para “desestabilizar” o candidato do PL.

Controvérsias

Depois da atuação considerada polêmica, o deputado ficou de fora da composição do governo, mantendo-se na base de Lula na Câmara. Durante esse período, foi alvo de um pedido de cassação de seu mandato em 2024 por uma denúncia de “rachadinha” no gabinete, assumida num acordo de não persecução penal assinado com a Procuradoria-Geral da República. No ano seguinte, o Conselho de Ética da Câmara suspendeu Janones por três meses por ele ter se referido ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como “Nikole” e “chupetinha” num discurso na tribuna.

FONTE: O GLOBO - Eleições 2026

Por Rafaela Gama

Presidente mais velho da história, Lula completa 81 anos nesta terça, dois dias após ser reeleito para quarto mandato

 Presidente da República mais velho a governar, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa 81 anos nesta terça-feira (27), dois dias depois de conquistar sua quarta vitória em uma eleição presidencial.

O petista enfrenta o desafio de se reinventar para governar por mais quatro anos. Lula terá de lidar com uma oposição que saiu fortalecida no Congresso Nacional e ao avanço da extrema-direita no comanda de países da América do Sul.Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno de domingo (25) e se tornou o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto direto.

A vitória nas urnas, no entanto, não garante um caminho fácil para o próximo mandato. Além de cumprir as promessas de campanha, Lula precisará construir apoio político para aprovar projetos e encontrar novas formas de dialogar com a sociedade e consolidar o apoio popular.

Lula também terá a missão de manter o diálogo com líderes de países da região alinhados à extrema-direita e às políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de buscar fortalecer os fóruns de integração regional e a cooperação entre os países da América Latina.

Renovação

Aos 81 anos, depois de quatro eleições presidenciais vencidas, Lula terá de adaptar sua forma de fazer política a um cenário diferente daquele de seus primeiros governos.

No discurso após a reeleição, o presidente reconheceu que a campanha trouxe aprendizados e sinalizou mudanças na condução do governo, especialmente na comunicação.

Uma dessas mudanças é o fortalecimento da comunicação digital, estratégia que ganhou espaço na campanha após o primeiro turno.

"Inclusive a comunicação desse país a gente vai trabalhar para fazer uma comunicação digital muito forte. Eu já ganhei celular de presente, agora se preparem porque eu não vou mais conversar com vocês via interpretação da imprensa, eu vou conversar com vocês através do exército do Janones", afirmou no discurso da vitória.

Até a reta final da campanha, Lula, então com 80 anos, não tinha celular próprio. Após o primeiro turno, a equipe eleitoral reformulou a estratégia de comunicação e intensificou a presença do presidente nas redes sociais.

A mudança, adotada durante a disputa eleitoral, agora aparece entre as estratégias de Lula para o próximo mandato, com a promessa de ampliar o contato direto com a população.

O desafio no Congresso

A relação com o Congresso Nacional será um dos principais desafios do próximo mandato. Com a maioria de parlamentares contrários ao governo Lula, o presidente terá de negociar para aprovar projetos e garantir recursos para as prioridades.

No discurso da vitória, o presidente rebateu avaliações de que a nova composição do Legislativo dificultará seu próximo mandato.

Além das dificuldades políticas, Lula também terá de lidar com questões econômicas, com a segurança pública e a política externa.

FONTE: g1 - Política

Por Kellen Barreto

domingo, 25 de outubro de 2026

'Tenho 50 anos de vida política e nunca vi isso', diz Lula sobre mobilização de apoiadores após votar em SP

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou neste domingo (25) em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O presidente estava acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Após votar, Lula destacou a mobilização de milhares de apoiadores nas ruas durante o segundo turno e afirmou que as manifestações ocorreram de forma espontânea, sem depender exclusivamente da estrutura partidária. “Tenho 50 anos de vida política e nunca vi isso”, declarou.

O presidente classificou os participantes dos atos como um “exército da democracia” e criticou episódios de violência política. Entre os casos citados, mencionou a agressão contra a vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG).

Ela foi atingida por agressores durante uma carreata de apoio ao candidato à Presidência Lula, na noite deste sábado (24).

Lula também fez um apelo à convivência entre pessoas com opiniões políticas diferentes. “O vizinho não precisa torcer para o mesmo time, mas não precisa brigar”, afirmou. O presidente defendeu que as pessoas respeitem as escolhas políticas, a fé e as preferências umas das outras e relembrou disputas eleitorais anteriores, incluindo as que travou contra Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso e José Serra.

Ao comentar a disputa deste ano, Lula fez críticas diretas ao adversário, Flávio Bolsonaro (PL). “Nunca imaginei disputar uma eleição com uma pessoa desqualificada moralmente, eticamente”, disse. O presidente também chamou o senador de “miliciano” e o acusou de não se esforçar para dizer a verdade.

Lula ainda mencionou a relação atribuída ao adversário com o banqueiro Daniel Vorcaro e voltou a criticá-lo por sua atuação no caso do policial acusado de matar Ana Clara.

Antes de chegar ao local de votação, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas na saída de sua casa. Ele afirmou que nunca havia recebido tanto carinho durante uma campanha eleitoral e chamou seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de mentiroso.

O presidente citou manifestações de apoio em estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas Gerais e destacou o ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, no sábado (24).

"Acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato público", disse.

Lula afirmou que estava emocionado com as manifestações de apoio e que iria votar agradecido aos eleitores.

"Eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato", declarou.

Na sequência, o presidente criticou Flávio Bolsonaro, seu adversário na disputa pela Presidência da República, e afirmou que o candidato do PL não seria capaz de dizer a verdade.

"Nós estamos disputando as eleições com um cidadão chamado mentira. Ele não é capaz de dizer uma verdade", afirmou.

Lula também disse acreditar que os eleitores não escolherão um candidato que, segundo ele, mente durante a campanha.

"Por isso que eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso", concluiu.

O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo (25). A votação começou às 8h e segue até as 17h, pelo horário de Brasília.

Aos 80 anos, o petista disputa o quarto mandato presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral mais acirrada da história.

Tanto a pesquisa Quaest quanto o Datafolha, divulgados no sábado (24), mostram que Flávio tem 51% dos votos válidos, e o presidente Lula, 49%. Isto é, os números apontam empate técnico, já que a diferença entre eles está dentro da margem de erro.

Nordestino e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, Lula já é o único presidente desde a redemocratização a ter sido eleito três vezes para o Palácio do Planalto: em 2002, 2006 e 2022. Ele também é o mais velho da história a comandar o país.

Se vencer as eleições deste ano, exercerá o quarto mandato no Palácio do Planalto e chegará a 16 anos como presidente. Ficará atrás somente de Getúlio Vargas, que governou o Brasil por pouco mais de 18 anos, mas que só foi eleito presidente pelo voto direto uma vez.

Lula migrou do Nordeste para São Paulo, liderou movimentos sindicais e pode chegar a 16 anos como presidente do Brasil

Reação após 1° turno

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na frente na disputa pela Presidência da República, o que não era esperado pelos petistas.

A diferença entre Flávio e Lula foi a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização. O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente teve 45,16%, uma distância de 1,87 ponto percentual, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após o resultado do primeiro turno, Lula afirmou que esta foi a campanha mais desorganizada que já participou. Ele também decidiu incluir na coordenação nacional da campanha três políticos nordestinos para tentar mudar os rumos das eleições: o senador Camilo Santana (PT-CE), o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI).

Outra mudança de rumos foi adotada na comunicação digital. Logo após o primeiro turno, Lula se encontrou com influenciadores e parlamentares recém-eleitos que têm familiaridade com o uso das redes sociais, como a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) - a mulher negra mais jovem a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados no Brasil.

O presidente mudou a própria postura na relação com as redes sociais. Apesar de dizer que não gosta de usar celular e fazer selfies, Lula passou a fazer vídeos neste formato. Também mandou mensagens de voz para apoiadores em grupos de aplicativos de mensagens.

Outro destaque na comunicação digital é o canal "Exército do Lula" no WhatsApp, comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que se apresenta como general. O grupo já soma mais de 10 milhões de seguidores e foi responsável por coordenar e distribuir uma série de "missões" nas redes sociais.

Já no Congresso, a maior vitória de Lula foi aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo Senado que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário. A medida é bandeira de campanha do petista.

Na esteira de benefícios, a equipe econômica do governo Lula também reduziu os impostos sobre gasolina, anunciou pacote com perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias dos MEIs e prometeu a ampliação do Pé-de-Meia a universitários.

FONTE: g1 - SP

Por Letícia Dauer,

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Último show de Benito di Paula foi ao lado do filho e teve participação de Zeca Baleiro em SP

 

O último show de Benito di Paula, que morreu neste domingo (18), aos 84 anos, aconteceu em 31 de julho deste ano, na Casa Natura Musical, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Na apresentação, o cantor dividiu o palco com o filho, Rodrigo Vellozo, e recebeu a participação especial de Zeca Baleiro.

Intitulado "Benito 85", o espetáculo celebrou a trajetória do cantor, que completaria 85 anos em novembro. A apresentação foi conduzida pelo filho, Rodrigo Vellozo, acompanhado dos músicos Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça, e teve participações especiais do próprio Benito e de Zeca Baleiro.

O show também marcou o lançamento do álbum "Benito Di Paula – Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça", que reúne dez releituras de músicas do compositor. Benito não participou das gravações como intérprete ou instrumentista, segundo a ficha técnica divulgada pela gravadora.

Após o show, Rodrigo Vellozo publicou nas redes sociais uma mensagem celebrando o encontro musical com o pai.

"Uma noite inesquecível e emocionante. Lançamos nosso novo álbum e celebramos lindamente a vida e obra do meu pai mais uma vez!", escreveu.

Na publicação, Rodrigo também agradeceu a participação de Zeca Baleiro.

"Um prazer e um privilégio estar com o amado Zeca Baleiro, um dos caras mais legais e generosos de todos os tempos, que vive a cultura popular de maneira única e maravilhosa", afirmou.

Parceria entre pai e filho

A relação musical entre Benito di Paula e Rodrigo Vellozo vinha de outros projetos.

Em 2021, os dois lançaram "O Infalível Zen", álbum de 13 faixas que celebrou os 80 anos de Benito.

Rodrigo, que também é cantor, pianista e ator, estudou no Conservatório Brasileiro de Música e na Berklee School of Music, nos Estados Unidos.

Em 2020, lançou o álbum "O Mestre-sala da Minha Saudade", que contou com contribuições do pai e homenageou André, outro filho de Benito, morto em 2019.

No ano seguinte, Rodrigo também lançou o trabalho ao vivo "Um Capítulo Dentro do Peito", com repertório dedicado à MPB e ao samba.

A parceria entre os dois também ganhou destaque no Carnaval de São Paulo de 2025, quando Benito foi homenageado pela Águia de Ouro. Pai e filho desfilaram juntos no carro alegórico "Meu Amigo Charlie Brown", em referência a um dos maiores sucessos do cantor.

Morte aos 84 anos

Benito di Paula morreu na noite deste domingo (18), no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer de próstata, doença que enfrentava havia cerca de um ano.

Nascido Uday Velloso, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo (RJ), o cantor e compositor se tornou um dos grandes nomes da música popular brasileira a partir da década de 1970.

Com sucessos como "Retalhos de Cetim", "Meu Amigo Charlie Brown" e "Do Jeito que a Vida Quer", Benito construiu uma carreira marcada pelo estilo que ficou conhecido como "samba de esquema novo".

Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o enterro.

FONTE: g1 - SP

Por Alexandre Bazzan

Morre Benito di Paula, aos 84 anos, em São Paulo

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu no domingo (18 de outubro), aos 84 anos, em São Paulo. Um dos nomes mais populares da música brasileira nas décadas de 1970 e 1980, ele estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava um câncer de próstata havia cerca de um ano. A morte foi confirmada pela assessoria do artista.

Nascido em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, com o nome de batismo Uday Vellozo, Benito construiu uma trajetória de mais de cinco décadas. Sua maneira de tocar piano e cantar aproximou o samba da canção romântica, do bolero e de outras influências populares, consolidando uma identidade própria na MPB.

Retalhos de Cetim e outros sucessos

O cantor ganhou projeção nacional com Retalhos de Cetim, lançada em 1973 e convertida em um de seus maiores clássicos. O repertório também inclui Charlie Brown, Mulher Brasileira, Se Não For Amor e Do Jeito Que a Vida Quer, músicas que ajudaram a popularizar seu estilo em rádios, programas de televisão e apresentações pelo país.

Embora tenha nascido no interior fluminense, foi em São Paulo que Benito consolidou grande parte da carreira. O artista ficou associado ao chamado samba-joia, expressão frequentemente utilizada para descrever uma vertente marcada pela forte presença de melodias românticas e grande alcance popular.

O vínculo entre música, memória afetiva e vida cotidiana fez com que suas composições atravessassem gerações. A voz expressiva, o piano e a presença de palco transformaram Benito em uma figura reconhecível mesmo fora do universo tradicional do samba.

Homenagens e despedida em São Paulo

Em nota enviada à redação de O FLUMINENSE, o Governo do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do artista, destacando o alcance de suas canções e manifestando solidariedade à família, aos amigos e aos fãs.

Segundo informações divulgadas sobre a despedida, o velório será realizado nesta terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo, com acesso aberto ao público. O sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério Morumby, em cerimônia reservada à família.

Benito também dividiu trabalhos musicais com o filho, Rodrigo Vellozo, prolongando sua atuação artística nas últimas décadas. Sua morte encerra uma trajetória marcada por sucessos que permanecem no repertório popular brasileiro e por uma contribuição singular à música de um artista nascido no estado do Rio de Janeiro.

FONTE: Jornal O Fluminense

domingo, 11 de outubro de 2026

Tony Bellotto: 'Não digo que estou curado. Estou convivendo com o câncer'

Tony Bellotto, de 66 anos, falou sobre seu tratamento do câncer de pâncreas em entrevista ao programa Que Dia, comandado pelo jornalista Matheus Leitão, colunista do Metrópoles. "Foi muito difícil receber o diagnóstico de um câncer difícil de tratar, com uma taxa de mortalidade muito grande, o câncer de pâncreas. Mas, quando soube, brotou uma força interna que eu nem sabia que tinha", afirmou o guitarrista do grupo Titãs

Casado com a atriz Malu Mader, o músico contou como lidou com o diagnóstico. "Sou ateu. Não considero que meu câncer seja fruto de nada além do fato de estar vivo e de que isso acontece com pessoas vivas. Pensei: 'O que posso fazer? Minha ideia é continuar vivo, e vivo de verdade, fazendo as coisas de que gosto, tocando, trabalhando o máximo possível'. A médica disse que o tumor ainda tinha um tamanho que permitia operar e retirar. Fiz a cirurgia e me recuperei, o que também foi difícil e trabalhoso".

De acordo com Bellotto, ele conseguiu retomar sua rotina habitual. "Voltei às minhas funções normais, mas continuo em acompanhamento, porque é um câncer muito insidioso, traiçoeiro. Não digo que estou curado, que me livrei dele. Estou convivendo com esse câncer. Até brinquei numa entrevista que implico com essa expressão de que alguém 'luta contra o câncer'. Sou pacifista: não luto contra meu câncer, negocio uma convivência pacífica. Isso já vai ser bastante".

Ele explica não se deixou abater por pessimismo. "Tenho tido sorte, porque os tratamentos têm sido positivos. Sou otimista por natureza. Recorri muito aos estudos de zen-budismo que fiz na adolescência, quando lia os autores da geração beat. Não tenho religião, não acredito em Deus, mas sinto no zen uma sabedoria humana que podemos empregar na vida prática: lidar sem tanta dramaticidade com os problemas, viver um dia de cada vez. Enquanto está legal, vamos em frente".

Recuperação e físico

"Estou muito bem, fazendo shows, escrevendo. Tento engordar, porque perdi muitos quilos na cirurgia. Estou feliz de levar minha vida, convivendo com essa doença difícil sem deixar que vire uma tristeza ou uma preocupação exagerada", afirma Bellotto, que tinha o hábito de praticar atividades físicas ao ar livre e voltou, gradualmente, aos exercícios.

Apoio de Branco Mello

"Tive muita ajuda do Branco, que passou por um câncer de garganta muito difícil, fez cirurgias e tratamentos e está muito bem no palco, inclusive cantando. Brincamos que conseguiu a voz rouca que sempre quis ter, aquela voz de Max Cavalera".

"Anitta é rock"

"Quando declarei pela primeira vez que Anitta era rock, antes de Bichos Escrotos, o pessoal mais radical me criticou: 'Você está maluco? Anitta é rock?'. Há muito tempo, rock deixou de ser só uma forma musical. É uma forma de viver e de se manifestar. Nasceu com uma atitude ousada de Elvis Presley, um homem que começou a requebrar nos anos 1950. Digo que Anitta é rock porque é uma mulher livre, autônoma, que vive como quer. Não precisa de homem para sustentá-la nem para dizer o que deve fazer. Tem uma sexualidade livre, que considero uma atitude rock and roll, no sentido de o direito individual ser respeitado ao máximo".

FONTE: g1 - Quem

Por Beatriz Bourroul

domingo, 4 de outubro de 2026

Caneco Gelado do Mário

 

Morreu neste sábado (3), aos 84 anos, Mário Martins Ribeiro Carvalho, o seu Mário, fundador de um dos melhores restaurantes tradicionais de Niterói, Caneco Gelado do Mário, um dois estabelecimentos mais conhecidos da cidade.

Pessoa muito querida entre os boêmios da cidade, seu Mário esteve a frente do bar por quase 60 anos e transformou o espaço em um verdadeiro patrimônio da gastronomia e da boemia niteroiense.

Nascido em 22 de dezembro de 1941, em Braga, Portugal, Mário chegou ao Brasil ainda criança.

Aos 11 anos, começou a trabalhar em um restaurante no Rio de Janeiro, lavando pratos e ajudando a garantir o próprio sustento.

Aos 15 anos, ficou sozinho no Brasil, após sua família retornar a Portugal.

Trabalhou na Zona Sul carioca onde conseguiu juntar dinheiro até, anos mais tarde, comprar o imóvel na rua Visconde de Uruguai, no centro de Niterói, onde construiu a história do Caneco Gelado do Mário.

Sua trajetória foi marcada por muito trabalho, determinação e uma ligação profunda com o bairro.

Ao logo de décadas, o bar se tornou ponto de encontro de gerações e parte da história afetiva da cidade.

A notícia da morte de seu Mário, deixa uma lacuna na boemia e na história gastronômica de Niterói.

O velório será realizado na segunda-feira dia (5) das 10h às 13h na Capela do Cemitério da Irmandade do Santíssimo.

Deixo aqui, meus  sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que tiveram a oportunidade de conhecer o SR Mário.

FONTE: IWB


Morre Mário Martins, fundador do tradicional Caneco Gelado do Mário, em Niterói

Morreu, neste sábado (3), aos 84 anos, Mário Martins Ribeiro Carvalho, fundador do tradicional Caneco Gelado do Mário, bar no Centro de Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Conhecido como Seu Mário, ele comandou o estabelecimento por mais de cinco décadas e se tornou uma figura conhecida no ramo da gastronomia e da boemia da cidade. Em 2019, o Caneco Gelado do Mário completou 50 anos.

A morte foi comunicada pela família nas redes sociais do restaurante. A causa não foi informada. A família destacou a relação de Mário com os clientes e disse que ele recebia os frequentadores com “simpatia, alegria e carinho”.

"Nos despedimos com o coração apertado do nosso querido Mário e queremos compartilhar esse momento com todos vocês que fizeram parte da sua história.

Mário não era apenas o dono do Caneco Gelado do Mário. Era quem recebia cada cliente com simpatia, alegria e carinho, transformando o nosso espaço em um lugar de encontros, amizades e muitas histórias", diz o comunicado.

O sepultamento do comerciante, segundo informações divulgadas nas redes sociais do restaurante, ocorrerá na segunda-feira (5), no Cemitério Irmandade do Santíssimo Sacramento, em Niterói.

História começou em 1969

Mário nasceu em Portugal e chegou ainda criança ao Brasil. Antes de abrir o próprio negócio, trabalhou na gastronomia e passou por funções como lavador de pratos, ajudante e garçom.

Em 1969, inaugurou no Centro de Niterói a Lanchonete Ponte Rio-Niterói. O estabelecimento vendia inicialmente pizzas, peixes e petiscos.

A casa ganhou o nome pelo qual ficou conhecida depois que Mário passou a servir cerveja em canecas de alumínio mantidas geladas. Os clientes começaram a chamar o local de “Caneco Gelado” e o apelido acabou incorporado ao nome do restaurante.

Ao longo dos anos, o estabelecimento se tornou conhecido principalmente pelo bolinho de bacalhau, além de pratos e petiscos de frutos do mar.

"O Caneco se tornou parte da história de Niterói, e sabemos que isso também aconteceu porque vocês estiveram ao lado dele durante tantos anos. Ficam as lembranças dos encontros, das conversas, das risadas e de tantos momentos especiais. Mário parte, mas sua história, seu legado e o carinho por ele permanecerão para sempre", declarou a família no comunicado.

FONTE: g1

sábado, 3 de outubro de 2026

Mesquita abre inscrições para esporte gratuito de idosos e pessoas com deficiência

Moradores de Mesquita já podem se inscrever no projeto Mais Idade Mais Inclusão, iniciativa gratuita voltada a pessoas idosas e pessoas com deficiência. As atividades serão realizadas na Vila Olímpica de Mesquita, em Cosmorama, e no Campo do Brasileirinho, na Chatuba.

A programação inclui ginástica, atletismo, vôlei, vôlei sentado, dança, tênis de mesa adaptado, dança em cadeira de rodas, natação para pessoas com deficiência e jogos lúdicos. O projeto também prevê acompanhamento de profissionais de terapia ocupacional, fisioterapia, assistência social, educação física e psicologia.

Segundo o material encaminhado à redação, a proposta é adaptar as atividades às condições dos participantes e combinar prática esportiva, convivência e autonomia. A iniciativa é realizada pela ADV Esportes, com apoio da Prefeitura de Mesquita, patrocínio da Light e incentivo do Governo do Estado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

A Vila Olímpica fica na Avenida Baronesa de Mesquita, sem número, em Cosmorama. O Campo do Brasileirinho está na Rua Dr. Godoy, 461, na Chatuba.

A pré-inscrição é feita por formulário online. Depois do cadastro, os interessados recebem as orientações para participação. Também há informações pelo telefone (21) 97155-1715. 

FONTE: O Fluminense

'Pessoal, urgente': como Janones foi de ex-cobrador de ônibus a deputado e general do 'Exército do Lula'

  “Pessoal, urgente”, “explode” e “missão do dia” estiveram entre as frases mais repetidas pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no...