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sábado, 4 de julho de 2026

Jovens do Mar conquista vitória inédita em regata náutica

A equipe do programa Jovens do Mar conquistou uma vitória inédita na 51ª Regata da Diretoria de Portos e Costas, um dos eventos náuticos tradicionais do país. Em sua primeira participação na competição, realizada no Clube Naval Charitas, em Niterói, os oito estudantes do projeto garantiram o primeiro lugar na categoria Escaler.

O resultado foi celebrado como marco para o programa, idealizado pela Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar. Coordenada pelo professor Marcelo Barros, a equipe superou adversários mais experientes e chegou ao lugar mais alto do pódio com atuação marcada por preparo técnico, disciplina e trabalho coletivo.

A participação na regata também reforça o papel da formação prática na preparação dos alunos. Voltado à qualificação profissional de estudantes para a Economia do Mar, o Jovens do Mar combina ensino técnico, práticas náuticas e desenvolvimento de competências que podem ampliar oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Segundo o material enviado à reportagem, a conquista foi reconhecida pelo Governo do Rio durante cerimônia realizada na última quarta-feira, 24, quando os alunos receberam medalhas pelo desempenho na competição. Para a secretaria, o resultado mostra a importância de investir na juventude e fortalecer a cultura marítima no estado.

Além do aspecto esportivo, a vitória chama atenção para a formação de jovens em áreas ligadas ao setor marítimo, estratégico para o Rio de Janeiro. A economia do mar envolve atividades como navegação, portos, pesca, energia, turismo náutico, indústria naval e serviços associados. Nesse contexto, programas de iniciação e qualificação ajudam a aproximar estudantes de um campo profissional com forte presença na realidade fluminense.

A vitória na categoria Escaler também tem valor simbólico. Para alunos que participaram de uma regata desse porte pela primeira vez, o resultado representa reconhecimento, mas também demonstra que disciplina, orientação técnica e continuidade na formação podem abrir caminhos para novas experiências.

O desempenho no Clube Naval Charitas, em Niterói, reforça a presença da juventude em atividades náuticas e amplia a visibilidade de projetos voltados à preparação profissional no mar. A expectativa é que a conquista estimule novos alunos a participar do programa e fortaleça a ligação entre educação, esporte e desenvolvimento econômico no estado do Rio.

FONTE: O Fluminense

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Keiko Fujimori é a nova presidente eleita do Peru após proclamação do resultado pela autoridade eleitoral

A candidata de direita à presidência do Peru Keiko Fujimori é a nova presidente eleita do país. A vitória foi ratificada pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE), órgão máximo das eleições no país, nesta sexta-feira (3), em uma cerimônia de proclamação.

Fujimori teve 9.223.396 de votos, ou 50,135%, contra 9.173.755 de votos de seu concorrente, o deputado de esquerda Roberto Sánchez, ou 49,865% dos votos.

A votação ocorreu no dia 7 de junho. A apuração dos votos demorou semanas e mostrou um cenário de forte polarização no país, com apenas 49.641 votos separando os dois candidatos.

Durante a cerimônia de proclamação, o JNE informou que julgou improcedente um pedido do partido de Sánchez para impugnação das urnas no exterior — ele teria a maioria dos votos caso só fossem contados os votos dados no território peruano.

Sánchez, adversário de Keiko no segundo turno, indicou que não aceitaria os resultados e disse que protestaria na Corte Internacional de Direitos Humanos.

No último dia 24, quando alcançou uma vantagem irreversível de votos na apuração, Keiko fez um discurso como vencedora de fato do pleito, mas sem reivindicar a vitória. Ela prometeu voltar a unir o país.

"Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio", disse Fujimori em frente a repórteres em Lima.

Fujimori deve assumir o país em um momento de aumento da criminalidade e grandes desafios sociais. Ela também deverá ter dificuldade em negociar com o Legislativo, profundamente dividido entre esquerda e direita.

Instabilidade presidencial

Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, assumirá o país em um momento de instabilidade política. A direitista substituirá o atual presidente, José María Balcázar Zelada, de esquerda, que assumiu o poder de forma interina há apenas quatro meses.

Zelada substituiu o ex-presidente José Jeri, que também ficou no cargo por apenas quatro meses e foi destituído pelo Congresso por má conduta após vir à tona que ele participou de reuniões não divulgadas com empresários chineses. Sua antecessora, Dina Boluarte, também foi destituída por escândalos de corrupção.

Boluarte também era interina e havia substituído o ex-presidente Pedro Castillo, que foi preso após dissolver o Congresso e declarar estado de exceção, em uma manobra para tentar driblar um processo de impeachment.

As crises foram só as últimas envolvendo presidentes do Peru, que vive na última década um dos piores períodos de instabilidade política de sua história. Só nos últimos oito anos, o país andino teve oito presidentes.

Apuração e protestos

Sánchez alegou fraude nas eleições e convocou seus apoiadores para protestos. O esquerdista disse ainda que pediria recontagem e recorreria ao CIDH para contestar o resultado.

Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, chegou a liderar a apuração durante dias, mas Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, voltou a passar à frente devido aos votos de cidadãos peruanos no exterior.

O candidato de esquerda também apresentou um novo recurso para anular os votos dos peruanos residentes fora do país.

Sánchez alega supostas irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral no pleito realizado no exterior. Advogados especializados em direito eleitoral, ouvidos pelo jornal local El Comercio, afirmam que o pedido não tem fundamento jurídico e serve apenas para atrasar a proclamação oficial dos resultados.

A candidata presidencial de direita do Peru, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda Roberto Sánchez antes de um debate televisionado em 31 de maio em Lima, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 7 de junho. — Foto: Reuters/Alessandro Cinque

FONTE: Redação g1

Com atividade econômica em alta, Rio precisa transformar tecnologia, gestão digital e serviços públicos em melhora concreta para famílias e empresas

 A economia fluminense chega ao fim de semana com um sinal positivo, mas também com uma cobrança prática: crescer é bom, executar melhor é indispensável. O Índice de Atividade Econômica Regional mostrou alta de 6,3% em abril no Rio de Janeiro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. O desempenho ficou acima da média do Sudeste, de 2,3%, e também houve avanço de 0,5% frente a março.

O dado é relevante porque o indicador reúne indústria, comércio, serviços e agropecuária. Quando a atividade cresce, há mais circulação de renda, demanda por transporte, compras, atendimento, contratos e manutenção. Mas o cidadão só percebe crescimento quando ele vira fila menor, obra que anda, serviço que responde, empresa que contrata e comércio com consumidor entrando pela porta.

É aqui que a transformação digital deixa de ser assunto de tecnologia e entra na economia real. O Proderj vem ampliando iniciativas de gestão eletrônica, conectividade e formação de servidores. A página de notícias do órgão registra ações recentes como capacitação em inteligência artificial para servidores estaduais, expansão da conectividade no interior e avanço do Sistema Eletrônico de Informações em municípios da Região Serrana.

Para famílias e empresas, menos papel e menos deslocamento significam menos custo. Para prefeituras, processo digital pode reduzir retrabalho, acelerar compras, melhorar controle e dar mais previsibilidade ao fornecedor. Para pequenos negócios, resposta pública mais rápida pode significar alvará, contrato, pagamento ou regularização sem semanas perdidas em balcão.

O risco é transformar crescimento em número bonito sem entrega concreta. A economia do Rio mostra força, mas ainda convive com gargalos conhecidos: crédito caro, transporte pesado, custo de manutenção, burocracia e serviços públicos que nem sempre acompanham a necessidade de quem trabalha. Por isso, a régua desta semana deve ser simples: se a atividade avança, a gestão precisa acompanhar.

O recado para o cidadão fluminense é de cobrança e prudência. Crescimento ajuda, mas não dispensa organização do orçamento. Para governos, o desafio é converter tecnologia e receita em serviço mais rápido. Para empresas, é hora de medir custo, produtividade e prazo. A economia melhora quando o número sai do relatório e aparece na rotina.

FONTE: O Fluminense

Morre Hikaru Kurosaki, ator que viveu Jaspion, aos 64 anos

Morreu, aos 64 anos, Hikaru Kurosaki, ator japonês conhecido no Brasil por interpretar o protagonista de “O Fantástico Jaspion”. A morte foi noticiada nesta quinta-feira, 2 de julho, por veículos como O Globo, UOL, Omelete e Jornal de Brasília. A informação, segundo as publicações, foi divulgada por um amigo do artista.

Kurosaki, nome artístico de Seiki Kurosaki, nasceu em 31 de janeiro de 1962, em Sakai, no Japão. Antes da fama, iniciou a carreira como dublê e integrou o Japan Action Club, grupo ligado a cenas de ação em produções japonesas. Foi nesse universo do tokusatsu, gênero marcado por heróis, monstros, armaduras e efeitos especiais, que ele alcançou projeção internacional ao interpretar Jaspion.

A série “Jaspion” foi produzida pela Toei Company e exibida originalmente no Japão entre 1985 e 1986. No Brasil, chegou à televisão pela Rede Manchete em 1988 e se tornou um fenômeno entre crianças e adolescentes. O sucesso abriu caminho para outras produções japonesas no país, como Changeman, Flashman, Jiraiya e National Kid.

No papel principal, Kurosaki deu vida ao herói que viajava pelo espaço ao lado da androide Anri e do robô gigante Daileon para enfrentar Satan Goss e MacGaren. A mistura de aventura espacial, lutas coreografadas, monstros gigantes e trilha sonora marcante transformou a série em uma referência afetiva para uma geração de brasileiros.

Embora tenha ficado eternizado como Jaspion, Kurosaki se afastou da carreira artística nos anos 1990. Depois de deixar a televisão, passou a viver de forma mais reservada em Okinawa, onde trabalhou como instrutor e guia de mergulho. Sua trajetória foi lembrada por fãs justamente por esse contraste: o ator que marcou milhões de espectadores escolheu uma vida discreta longe dos holofotes.

A ligação de Kurosaki com o público brasileiro sempre foi especial. Mesmo décadas após a exibição original, Jaspion continuou sendo reprisado, relançado em DVD, lembrado em eventos de cultura pop e citado como um dos maiores símbolos da presença dos tokusatsus na televisão brasileira. Para muitos fãs, ele foi o primeiro grande herói japonês acompanhado diariamente na infância.

A morte de Hikaru Kurosaki gerou grande repercussão nas redes sociais, com mensagens de fãs relembrando cenas, frases, músicas e momentos marcantes da série. Mais do que um personagem, Jaspion se tornou parte da memória televisiva brasileira.

Com sua morte, fica o legado de um artista que, mesmo tendo atuado por pouco tempo sob os holofotes, ajudou a construir um dos capítulos mais queridos da cultura pop japonesa no Brasil. Para uma geração, Hikaru Kurosaki será lembrado sempre como o rosto humano por trás do herói que enfrentava monstros gigantes e fazia da televisão uma aventura diária. 

FONTE: O Fluminense

terça-feira, 19 de maio de 2026

Existe risco do surto letal de Ebola chegar ao Brasil? Especialistas avaliam

Estágio mais alto de alerta da OMS foi decretado no último fim de semana em meio ao surto que já acumula mais de 500 casos e 130 mortes suspeitas na República Democrática do Congo e em Uganda

No último final de semana, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, decretou que o surto do vírus na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda representa uma emergência de saúde pública de importância internacional, o estágio mais alto de alerta da organização.

O chefe da OMS disse também que o cenário ainda não atende aos critérios de "emergência pandêmica", segundo a definição dos Regulamentos Sanitários Internacionais, embora tenha destacado profunda preocupação com a amplitude e a rapidez da disseminação do vírus. O surto atual já acumula mais de 500 casos e 130 mortes suspeitas.

No momento, especialistas explicam que, para o Brasil, não há risco de que o Ebola se dissemine e provoque surtos como o observado nos países africanos. Para Leonardo Weissmann, infectologista do Hospital Regional Jorge Rossmann, em São Paulo, e mestre em Ciências, Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade de São Paulo (USP), o meio de transmissão do patógeno dificulta a sua maior dispersão pelo mundo:

— Embora a possibilidade de importação de um caso por viajante não possa ser completamente descartada em um mundo globalizado, o Ebola não é uma doença de transmissão aérea. O contágio ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou falecidas pela doença, o que limita significativamente sua capacidade de disseminação em comparação com vírus respiratórios, como influenza ou SARS-CoV-2, que causa a Covid-19.

É como também enxerga o cenário o coordenador da Infectologia do Hospital Brasília e head de Infectologia da Rede Américas, André Bon. Para ele, o risco de algum caso importado vir para o Brasil agora é “muito baixo”:

— As recomendações da OMS estão direcionadas às províncias e aos países que fazem fronteira com a região do surto. O que chama a atenção nesse momento é o contexto social da região, que dificulta o acesso de autoridades sanitárias para fazer diagnóstico e contenção do surto, e os casos identificados em outras províncias da RDC e de viajantes na Uganda que retornaram da RDC. Mas são questões mais regionais, e ainda não para países mais distantes.

Nesta quinta-feira, o diretor-geral da OMS afirmou que alguns fatores levaram à determinação de emergência internacional, entre eles o elevado número de casos e óbitos já detectados; o fato de a espécie do Ebola em circulação, chamada de Bundibugyo, não ter vacinas ou terapias disponíveis e a identificação do vírus em grandes cidades da RDC.

Além disso, Tedros mencionou o registro de mortes entre profissionais da saúde, indicando transmissão associada aos serviços médicos; o fato de a região afetada, a província de Ituri, na RDC, ter um movimento populacional significativo e, por fim, ser uma área "altamente insegura", com a intensificação de conflitos desde o final do ano passado.

— O risco de o Ebola chegar no Brasil é considerado baixo. Mas desde que a OMS declara uma emergência de saúde pública de importância internacional, traduz-se que existe risco a outros países. Então o risco não é zero, mas é baixo. O que me preocupa mais são os casos relatados em Uganda, porque são na capital, onde há mais conexões aéreas — diz a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

Os especialistas concordam que o fato de ser a espécie Bundibugyo e de o vírus estar se espalhando numa região com importantes desafios logísticos e de acesso aos serviços de saúde de fato justificam a atenção internacional dada ao surto.

— O mais importante agora é manter sistemas de vigilância epidemiológica preparados para identificar rapidamente casos suspeitos em viajantes procedentes de áreas afetadas, garantindo isolamento, investigação laboratorial e rastreamento de contatos quando necessário. A experiência acumulada com surtos anteriores demonstra que medidas de saúde pública bem executadas são capazes de interromper a transmissão e evitar a disseminação internacional da doença — afirma Weissmann.

Também em relação à vigilância, Rosana lembra que o período de incubação do vírus, tempo entre a infecção e o surgimento dos sintomas, é geralmente de 2 a 12 dias. E que apenas ao demonstrar os sintomas, o indivíduo passa a poder transmitir o microrganismo para outras pessoas.

— Dificilmente uma pessoa com quadro clínico tem condições de viajar. Mas, se uma pessoa vem dessas regiões e, aqui, ainda nesse período de incubação, manifesta sintomas da doença, é importante que as autoridades brasileiras estejam atentas e tenham um plano de contingência para esse caso importado.

FONTE: O Globo / Saúde

Por Bernardo Yoneshigue

 — Rio de Janeiro

Universitários são feridos com canivete após discussão sobre trabalho de grupo na UFF

Um aluno, que seria o agressor, tentou fazer a apresentação sem a aprovação dos demais colegas. Contestado ainda em sala de aula, ele começou a disparar xingamentos contra os estudantes. Ao fim da aula, o mesmo aluno teria tentado atacar o grupo com uma faca, atingindo três colegas.

 Três universitários ficaram feridos a golpes de canivete depois de uma discussão na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, nesta terça-feira (19).

Eles foram levados para o Hospital Azevedo Lima. Os três apresentavam estado de saúde estável e depois de serem avaliados tiveram alta médica, segundo a direção da unidade hospitalar.

A briga teria ocorrido por causa de uma discussão envolvendo um trabalho em grupo, segundo testemunhas. Os envolvidos são estudantes do 2º período do curso de Cinema.

O curso funciona na antiga sede do Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS), na Rua Professor Lara Vilela.

Um aluno, que seria o agressor, tentou fazer a apresentação sem a aprovação dos demais colegas. Contestado ainda em sala de aula, ele começou a disparar xingamentos contra os estudantes.

Ao fim da aula, os alunos foram para cima dele, e o estudante desferiu golpes de canivete, atingindo três colegas.

O aluno que teria esfaqueado os outros não ficou ferido e fugiu do local. Horas depois, ele se apresentou para prestar depoimento na 76ª DP (Niterói), onde o caso foi registrado como lesão corporal.

A TV Globo procurou a Polícia Militar e a assessoria da universidade para mais esclarecimentos e aguarda retorno.

FONTE: g1

Por Hemylly Castelano, TV Globo


Morre Waldirene Nogueira, primeira mulher trans a passar por cirurgia de redesignação sexual no Brasil

 

Natural de Lins (SP), Waldirene tinha 80 anos e morreu em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, em decorrência de insuficiência respiratória aguda. Ela ficou marcada pela luta por reconhecimento e direitos da população trans no país.

Morreu nesta terça-feira (19), aos 80 anos, Waldirene Nogueira, primeira mulher trans do Brasil a passar por uma cirurgia de redesignação sexual.

Natural de Lins (SP), ela morreu em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, em decorrência de insuficiência respiratória aguda. A informação foi confirmada pela família.

Segundo Alessandra Cotrim, sobrinha de Waldirene, ela vivia acamada em Ubatuba, sob os cuidados de um dos irmãos.

De acordo com a funerária responsável pelo sepultamento, o corpo será levado para Lins, onde será velado na manhã desta quarta-feira (20), a partir das 7h, no Memorial Santa Izabel. O enterro está previsto para as 17h, no Cemitério da Saudade.

PIONEIRA E PERSEGUIDA PELA JUSTIÇA: conheça a história de Waldirene Nogueira

Pioneira

Nascida em 1945, Waldirene foi registrada ao nascer como Waldir Nogueira. Em 1969, começou a ser acompanhada pela endocrinologista Dorina Epps, no Hospital das Clínicas de São Paulo.

Após dois anos de avaliações médicas e psicológicas, recebeu o laudo que reconhecia sua transexualidade.

A cirurgia de redesignação sexual foi realizada em dezembro de 1971, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, pelo cirurgião plástico Roberto Farina.
O procedimento é considerado o primeiro do tipo realizado no Brasil.

Após a operação, Waldirene enfrentou uma longa batalha judicial. Ao tentar alterar seus documentos, viu o médico Roberto Farina ser condenado a dois anos de reclusão por lesão corporal gravíssima em razão da cirurgia.

Em 1976, ela foi levada de forma coercitiva ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames invasivos e foi fotografada nua. Mesmo diante da pressão, Waldirene atuou na defesa do
cirurgião, reunindo cartas de apoio de autoridades e familiares.

O pedido de alteração do nome foi negado inicialmente, e ela permaneceu registrada como Waldir por décadas. A retificação na certidão de nascimento só ocorreu em 2010, quando tinha 65 anos. O novo RG foi emitido em 2011.

Formada em contabilidade, nunca exerceu a profissão por causa da divergência entre sua identidade e os documentos civis. Ao longo da vida, trabalhou como manicure e viveu de forma discreta.
FONTE: g1 / Bauru e Marília Tem TV
Por Paulo Piassi, Luís Ricardo da Silva, g1 Bauru e Marília

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Canadá confirma primeiro caso de hantavírus ligado a cruzeiro; surto no navio já soma 12 infecções no mundo

 

Autoridades de saúde da província da Colúmbia Britânica, no Canadá, confirmaram, neste domingo (18), o primeiro caso de hantavírus na América do Norte relacionado ao surto registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. O paciente faz parte de um grupo de quatro canadenses que estavam em isolamento após desembarcarem da embarcação no início do mês e testou positivo para a cepa Andes do vírus, associada a episódios raros de transmissão entre humanos.

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Segundo a diretora provincial de saúde, Dra. Bonnie Henry, trata-se de um passageiro na faixa dos 70 anos, morador do Yukon, que retornou ao país em 10 de maio e apresentou sintomas leves na última quinta-feira, como febre e dor de cabeça. O teste inicial, feito na sexta-feira, indicou resultado positivo, posteriormente confirmado pelo Laboratório Nacional de Microbiologia, em Winnipeg.

— O paciente está estável, os sintomas permanecem leves neste momento e ele continua internado em isolamento, sendo monitorado e recebendo os cuidados necessários da equipe de saúde do hospital — afirmou Henry.

A outra pessoa do casal também apresentou sintomas leves, mas teve resultado negativo. Um terceiro passageiro, também na casa dos 70 anos, foi levado ao hospital por precaução para avaliação, enquanto uma quarta pessoa, na faixa dos 50 anos e residente no exterior, permanece em isolamento domiciliar.

As autoridades informaram que os pacientes hospitalizados estão em quartos de pressão negativa e que protocolos rigorosos de contenção foram adotados desde a chegada dos passageiros à Colúmbia Britânica. A médica Reka Gustafson, da Autoridade de Saúde da Ilha, afirmou que os hospitais estão preparados para lidar com a situação.

— Estou confiante de que não há risco adicional para ninguém além das pessoas que cuidam desses indivíduos. Eles não têm contato com o público, e os profissionais de saúde estão utilizando protocolos bem estabelecidos — disse Henry.

O caso confirmado eleva para 12 o número de infecções ligadas ao cruzeiro em todo o mundo, incluindo três mortes. Segundo autoridades internacionais, o surto teria começado após um casal holandês contrair o vírus durante observação de aves na Argentina. A cepa andina do hantavírus costuma ser transmitida pelo contato com fezes de roedores, mas já foi associada a episódios de transmissão entre pessoas.

O Instituto Pasteur, da França, informou que o vírus identificado a bordo não apresenta mutações que o tornem mais transmissível ou mais perigoso. Ainda assim, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, monitoram 41 pessoas em 16 estados por possível exposição, enquanto o Canadá mantém passageiros e contatos próximos sob vigilância por até 42 dias.

FONTE: O Globo / Saúde

Por O Globo — Colúmbia Britânica

Jovens do Mar conquista vitória inédita em regata náutica

A equipe do programa Jovens do Mar conquistou uma vitória inédita na 51ª Regata da Diretoria de Portos e Costas, um dos eventos náuticos tra...