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domingo, 2 de agosto de 2026

Tubarão-branco de meia tonelada reaparece após meses sem emitir sinal e surpreende pesquisadores

 

Após meses sem qualquer registro de localização, uma das maiores fêmeas de tubarão-branco monitoradas por cientistas no Atlântico Norte voltou a ser detectada na costa dos Estados Unidos. Batizada de Grey Lady, a fêmea de 3,78 metros de comprimento e cerca de 518 quilos reapareceu próximo à região de Edisto, na Carolina do Sul, reacendendo o trabalho de pesquisadores que acompanham seus deslocamentos por satélite.

O animal é monitorado pela organização norte-americana OCEARCH, que estuda grandes predadores marinhos por meio de transmissores instalados na nadadeira dorsal. O equipamento envia um sinal apenas quando rompe a superfície da água por alguns segundos, permitindo que satélites registrem a posição do tubarão.

A ausência de transmissões por longos períodos é considerada comum. Como os tubarões-brancos passam boa parte do tempo em mergulhos profundos, o transmissor permanece submerso e não consegue estabelecer comunicação com os satélites. Além disso, o acúmulo de organismos marinhos sobre o equipamento pode reduzir temporariamente sua eficiência.

O novo registro confirma que Grey Lady continua utilizando a costa leste dos Estados Unidos durante seus deslocamentos sazonais. Segundo os pesquisadores, a Carolina do Sul integra uma importante rota migratória da espécie, que costuma seguir o deslocamento de presas como focas e grandes cardumes ao longo do Atlântico Norte.

O monitoramento de indivíduos conhecidos permite aos cientistas compreender melhor os padrões de migração, alimentação e reprodução dos tubarões-brancos. Essas informações são usadas para orientar medidas de conservação da espécie, considerada vulnerável à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Grey Lady é um dos diversos tubarões acompanhados pela OCEARCH. Nas últimas semanas, outro animal monitorado pela organização, o macho Contender, de cerca de 4,2 metros e 770 quilos, também voltou a emitir sinais após meses sem registros, reforçando a importância da telemetria para acompanhar grandes predadores oceânicos ao longo de suas migrações.

FONTE: O GLOBO | Época

Sylvester Stallone é criticado nos bastidores por escalar 'cancelado' James Franco em novo Rambo, diz site

 

Mesmo tendo passado a faixa, a faca a e a metralhadora para frente, Sylvester Stallone está se engajando na produção do reboot da franquia 'Rambo' e colocou em risco sua reputação, sofrendo pesadas críticas, ao mexer os pauzinhos para a escalação de James Franco em um dos principais papéis do filme que será estrelado pelo jovem astro Noah Centineo como o  veterano da Guerra do Vietnã rejeitado pela sociedade dos EUA ao retornar traumatizado dos conflitos no Sudeste Asiático.

O lançamento do longa-metragem dirigido por Jalmari Helander, que tem no currículo o elogiado'


Sisu – Uma História De Determinação', está programado para junho de 2027.Segundo reportagem publicada nesta semana pelo site 'Radar', Stallone - que exerce somente a função de produtor-executivo - está empenhado a fazer com que Franco ganhe uma nova chance na carreira quase oito anos depois que ele foi acusado de assédio e foi transformado em um pária na indústria cinematográfica.

Seu "cancelamento" é um dos mais marcantes em Hollywood desde o começo do movimento #MeToo. Passou de indicado e até apresentador da festa do Oscar para ter as portas completamente fechadas nas grandes produções.

"Escalar James para este novo filme do Rambo é um risco, mas Sly construiu toda a sua carreira fazendo escolhas pouco convencionais que acabaram gerando grandes resultados lá na frente. Ele segue sua intuição e age de acordo com ela. O que não levou em conta é o quanto James ainda é rejeitado por certas pessoas em Hollywood, inclusive por antigos amigos influentes, como Seth Rogen", contou a fonte da publicação envolvida na produção que conta com outro nome controverso no elenco - o de David Harbour - envolvido em escândalo de traição que culminou no seu divórcio da popstar Lily Allen e teria batido de frente com Millie Bobby Brown no set de 'Stranger Things' - como o mentor do protagonista, o Coronel Trautman.

Rogen - um dos maiores parceiros de Franco no passado, com quem fez comédias como 'Segurando as Pontas' (2008) e 'A Entrevista' (2014) - afastou-se depois que cinco mulheres (incluindo quatro alunas do astro de '127 Horas') acusaram o colega de conduta sexual inadequada em 2018.

Duas delas abriram um processo e o caso foi encerrado mediante ao pagamento de uma indenização de 2,2 milhões de dólares (mais de 10 milhões de reais pela cotação atual). Franco negou as acusações, mas, em 2021, admitiu que tinha dormido com algumas das estudantes.

Sylvester Stallone teria sido avisado sobre o incômodo que sua iniciativa está causando nos bastidores, já que seu "protegido" tem "muitos inimigos", mas não está disposto a mudar de ideia.

"Este filme não está sendo feito para a elite de Hollywood. É sob medida para as gerações de fãs de Rambo que querem ver uma nova aventura com o personagem, e a aposta de Sly é que eles não se importarão com a nuvem de escândalos que tem cercado James Franco nos últimos anos", resumiu o informante. "Além disso, James continua afirmando que foi injustiçado e que as acusações são falsas. Sly simplesmente acredita na palavra dele e dá respaldo a isso oferecendo-lhe uma chance real de redenção."

FONTE: Monet | Filmes | g1

'Não sabia que era o último abraço', lamenta mãe de menino de 5 anos que morreu em incêndio no dia do aniversário, no Paraná

 

Thaliane Rodrigues, mãe de Benjamin Luiz de Souza, contou que conseguiu dar um último abraço no filho antes dele morrer em um incêndio em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O menino completava cinco anos quando a casa em que ele morava pegou fogo. A mãe disse.

A bisavó de Benjamin, de 84 anos, também estava na casa e foi socorrida. Até a última atualização desta reportagem, a mulher permanecia internada e entubada.

O incêndio aconteceu na sexta-feira (31). Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, Thaliane explicou que saiu de casa cerca de 10 minutos antes do fogo começar.

"Eu só fui comprar o presente que a madrinha dele deu o dinheiro. [...] me ligaram falando para eu correr porque estava pegando fogo em tudo e não sabiam do meu filho", ela contou.

A mãe relatou que, na tarde de sexta-feira, fez um aniversário para Benjamin comemorar a nova idade e realizou o desejo dele de ter um bolo do personagem Homem-Aranha.

De acordo com André Lopes, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, o fogo se espalhou rapidamente pelas paredes da residência. Foram usados dois caminhões para o combate às chamas.

A bisavó foi resgatada por pessoas que passavam pela Rua Teixeira Mendes, e os bombeiros encontraram Benjamin morto em um dos cômodos da casa.

FONTE: g1| Campos Gerais e Sul RPC

Christiane Torloni fala sobre a peça 'Dois de nós', surfe e 50 anos de carreira: 'Eu não desisti'

 

O tradicional Bar Lagoa, fundado em 1934, foi o local escolhido por Christiane Torloni para esta entrevista. Na ocasião, o sol de inverno banhava discretamente o salão de estilo art déco, parte da História do Rio, deixando a atmosfera ainda mais poética. “Frequento desde cedo. Sou da safra dos anos 1950, filha da bossa-nova. Essa era a luz da minha infância”, observa a atriz paulistana, de 69 anos. “Venho de uma família de artistas (seus pais são os atores Monah Delacy e Geraldo Matheus, morto em 2023). Por conta do trabalho deles, morei em Ipanema na infância.”

Celebrando meio século de carreira, ela está em cartaz no Rio com a peça “Dois de nós”, com texto de Gustavo Pinheiro e direção de José Possi Neto, no Teatro Axia Casa Grande, até o dia 1º de novembro. Contracena, pela primeira vez no palco, com o amigo de longa data Antonio Fagundes. No elenco, também estão Alexandra Martins e Thiago Fragoso. A montagem estreou em São Paulo, em 2024, lotou teatros em Portugal e já foi vista

por 200 mil espectadores só no Brasil. Em cena, o mesmo casal em duas fases da vida reflete sobre a passagem do tempo, as escolhas e o imponderável da existência. “As emoções vão se sobrepondo. A peça traz personagens reais em um mundo que não finge ser ideal”, frisa a atriz.

Os questionamentos que provocam risos e lágrimas na plateia reverberam em Christiane. Tendo a arte como a principal aliada, fez a primeira novela, “Duas vidas”, em 1976. Coleciona números de tirar o fôlego: mais de 40 trabalhos em audiovisual, 19 filmes e 19 peças. Também dirigiu, com Miguel Przewodowski, o documentário “Amazônia — O despertar da florestania” (2019) e está às voltas com o seu segundo filme, sobre a mãe, de 97 anos. Casou-se quatro vezes — com o diretor Dennis Carvalho (1947-2026), com quem teve os gêmeos Guilherme e Leonardo, o psicanalista Eduardo Mascarenhas (1942-1997), o artista plástico Luiz Pizarro e o diretor Ignácio Coqueiro. Foi figura ativa nas Diretas Já, em 1984, e passou a defender o meio ambiente muito antes de o assunto virar hype. Assim como a personagem Maria Helena de “Dois de nós”, viveu uma tragédia. Em 1991,

sofreu um acidente de carro na garagem de casa e um de seus filhos, Guilherme, morreu, aos 12 anos. “Passei pela maior provação de uma mãe. Naquele momento, a vida ficou em jogo”, lembra.

Na entrevista de duas horas, além de falar sobre cicatrizes que não fecham, a atriz passeou por assuntos diversos, como política e etarismo. A seguir, os melhores trechos:

Como está sendo contracenar no palco com Antonio Fagundes, com quem você já tinha feito diversos trabalhos na TV?

Nossa primeira vez na televisão foi em “Amizade colorida”, no início da década de 1980. Depois de mais de 40 anos de convívio e de formar casais, estamos vivendo esse sucesso no palco. É um lindo susto. Porque em teatro não há garantias, assim como na vida.

Na peça, é retratada uma relação longeva. Você também as cultiva?

Sim, tenho essa grande chance. Porém, no caminho, assumi compromissos com a democracia, a cidadania e a “florestania” (junção de floresta com cidadania). Isso me afastou de algumas pessoas. O coletivo me interessa. Às vezes, o “um” dá muito trabalho... Não tenho mais tempo a perder com pessoalidades. Nesse sentido, talvez seja meio “solo”.

Você foi casada quatro vezes. Foram relações não muito longas. O que pegou?

Quatro vezes são os casamentos públicos, né? Os que deixo que saibam (o último, com Ignácio Coqueiro, terminou em 2010; em 2022, a atriz fez uma aparição com o então namorado Randal Juliano). O resto tem de ser secreto e divertido. Tem uma frase de Frida Kahlo: “Onde não puderes amar, não te demores”. Como boa aquariana, dou no pé.

Em que momento “dá no pé”?

Sabe o que descobri muito novinha? Que amor vale a pena, mas não a vida, apenas a dos filhos. O amor não pode levar a própria existência, e isso é uma percepção de sobrevivência. Sou atriz e meu lugar de criação ocupa muito espaço. Tem uma hora que fica apertado. Você pode estar numa quitinete ou numa cobertura de mil metros e se sente claustrofóbica. Isso gera doenças, deprime.

Já passou por isso? Ficou doente, deprimida?

Sim. Recuperar o sentido de viver depois de ter perdido um filho foi um trabalho muito delicado. A reconstrução desse caminho é enorme, e não termina nunca: todos os dias assino meu leasing com a vida. Naquela época, em que as pessoas só escreviam cartas, lembro-me de ter ficado impressionada com as demonstrações de afeto que recebi para não desistir, porque havia esse risco. Ano que vem farei 70 anos: estou salvando a minha vida a metade dela. Todo dia faço uma compressa no coração. Claro que tenho grandes motivações para continuar: meu filho, Leonardo, minha mãe, minha nora, Keruse, e meu neto, Lucca.

É bom ser avó?

É muito natural, não adapto nada. Lucca está com 8 anos. Às vezes, Leonardo pede para eu explicar o motivo de eu ter falado uma determinada palavra, o que ela significa. Aí, me pego pensando: “Será que meus filhos recorriam ao dicionário para entender o que falava?”.

Como lida com o etarismo?

Acho meio cruel. Em outros países, atrizes envelhecem e são cada vez mais respeitadas, ganham prêmios pelo conjunto da obra. Vivemos num tempo em que as possibilidades de longevidade estão mais democratizadas. É perverso acusar a capacidade que uma pessoa tem de continuar bem. O colágeno vai embora, mas outras coisas melhoram. O sexo vai ficando uma coisa maravilhosa. Quando a gente é jovem, sabe pouco.

De que maneira mantém esse vigor?

Tem de preservar a curiosidade. Perdê-la é triste. Observo pessoas de 30 e poucos anos com uma coisa embaçada. Dá para ver o silicone, o implante, o botox, mas cadê o brilho? Tem colágeno, hormônios e testosterona, mas falta fogo.

Quais as expectativas para as próximas eleições? Apoia algum candidato?

Meu aconselhamento é que se observe os programas de governo dos candidatos antes de votar.

A floresta mudou a sua visão de mundo?

Sim. Viajei pela primeira vez à Amazônia 40 anos atrás, e foi avassalador. Os índios, falo assim, como o próprio Ailton Krenak (ambientalista), veem e sentem o mundo em 360 graus. O conceito de “florestania”, que defendo no meu documentário, virou disciplina de pós-graduação na Universidade Santa Cecília, em Santos.

Ccomo estão as aulas de surfe?

Há quase 70 anos queria iniciá-las (risos). Porém, no passado, era uma prática só de meninos, e minha mãe não deixou. Na primeira aula, em março, já subi na prancha. O mar regenera. Estou aprendendo a ler a onda. É zen.

Por que “hoje é dia de rock, bebê”, dita por você no Rock in rio de 2011, viralizou tanto?

Foi a frase certa na hora certa. Adolescente, assisti à peça “Hoje é dia de rock”, no Teatro Ipanema, umas 15 vezes. E, desde criança, chamo as pessoas de bebê. De um tempo para cá, virou sinônimo de “hoje tem” (risos).

Cinquenta anos de carreira. O que pode dizer sobre esse marco?

Que não desisti. Quando as mães vêm falar comigo é o que sempre falo: “Não desista”. É possível se surpreender com a chegada de um bem, de um amor, de uma causa. Vejo tantas coisas que mudaram em mim nos últimos 30 anos... Muitas bênçãos jorraram na minha cabeça.

FONTE: Gente | O GLOBO

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Yasmin Andrade, de 18 anos, interpreta Moana em eventos e participou da Fun Fest de lançamento do live-action da Disney, na Ilha Fiscal

 Um encontro inesperado marcou a trajetória da jovem atriz Yasmin Andrade Braga de Sena, de 18 anos, natural de São Gonçalo. Convidada para participar da Fun Fest de lançamento do live-action de Moana, realizada na Ilha Fiscal, no Rio, ela ficou frente a frente com Dwayne “The Rock” Johnson, astro de Hollywood que interpreta Maui na franquia da Disney.Caracterizada como Moana, personagem que interpreta profissionalmente há mais de três anos em festas, eventos infantis e vídeos personalizados, Yasmin chamou atenção pela semelhança com a heroína da Disney. Durante o evento, The Rock conversou com a jovem gonçalense, fez uma selfie usando o próprio celular e autografou o remo utilizado por ela em suas apresentações.

O momento ganhou ainda mais força quando o ator comentou que uma de suas filhas também se chama Yasmin. A coincidência criou uma conexão espontânea entre os dois e transformou o breve encontro em uma lembrança marcante para a artista de São Gonçalo.

A participação de Dwayne Johnson no universo de Moana é um dos pontos centrais da nova fase da franquia. O ator, que deu voz a Maui na animação original, também reprisa o papel no live-action previsto para chegar aos cinemas em 2026.

A história de Yasmin com a arte começou cedo. Filha do ator e comediante João Sena e da cantora Aline Braga, ela subiu ao palco pela primeira vez aos oito anos, em uma apresentação de stand-up comedy ao lado do pai. Desde então, participou de musicais, espetáculos teatrais e apresentações culturais, incluindo passagem pelo Festival Niterói em Cena, na Sala Nelson Pereira dos Santos.

Além da atuação como personagem, Yasmin também investe em formação nas áreas de teatro, TV, cinema, canto e passarela. Ela ainda atua como criadora de conteúdo e videomaker, conciliando arte, estudos e empreendedorismo.

Para a jovem gonçalense, o encontro com The Rock representou mais do que uma foto ou um autógrafo. Foi o reconhecimento simbólico de uma caminhada construída desde a infância e um incentivo para seguir na carreira artística. O sonho, agora, é continuar estudando e, um dia, ter a oportunidade de interpretar oficialmente Moana em uma produção da Disney.

FONTE: O Fluminense

Morre a cantora Bonnie Tyler, do hit 'Total eclipse of the heart', aos 75 anos

 A cantora Bonnie Tyler morreu nesta quarta-feira (8), aos 75 anos, em Faro, no sul de Portugal, onde estava internada desde 30 de abril após ser submetida a uma cirurgia de emergência para tratar uma perfuração no intestino. O estado de saúde da intérprete de um dos maiores sucessos da década de 1980, "Total eclipse of the heart" (1983), havia se agravado nos últimos dias. Ela chegou a ser submetida a um coma induzido e, posteriormente, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

Tyler nasceu em 8 de junho de 1952, em Skewen, no País de Gales. Seu nome de batismo era Gaynor Hopkins e o pai, Glyndŵr Hopkins, era mineiro de carvão e militar na Segunda Guerra Mundial. A mãe, Elsie Hopkins (nascida Lewis), era uma dona de casa. A família protestante era profundamente religiosa e a primeira apresentação da cantora, quando criança, foi em uma capela, cantando o hino anglicano "All things bright and beautiful". Mas os irmãos e irmãs também a apresentaram a diferentes nomes da música pop como Elvis Presley, Frank Sinatra e os Beatles.

A futura cantora deixou a escola aos 16 anos, sem nenhuma qualificação, e começou a trabalhar em um mercado. Em abril de 1969, ela foi inscrita por uma tia em um concurso de talentos local, ficando em segundo lugar. A experiência estimulou Tyler a tentar a carreira como cantora. Ela trabalhou como backing vocal para Bobby Wayne & the Dixies antes de formar sua própria banda, Imagination. Nessa época, mudou seu nome para Sherene Davis, para evitar ser confundida com uma cantora folk galesa, Mary Hopkin.

Em 1975, um olheiro de músicos, Roger Bell, viu Tyler cantando com sua banda no Townsman Club, em Swansea, e a convidou a gravar uma demo em Londres. Passaram-se meses até ela ser chamada pela RCA Records para assinar um contrato de gravação. Mas a gravadora recomendou que ela mudasse novamente de nome. Foi olhando uma lista de sobrenomes e nomes próprios de um jornal que a artista resolveu assumir o nome artístico com o qual ficou famosa.

O primeiro single já como Bonnie Tyler, "My! My! Honeycomb", foi lançado em abril de 1976 e fracassou comercialmente. Para o lançamento seguinte, "Lost in France", a RCA pagou a ida de 30 DJs e jornalistas musicais para um jantar de quatro pratos com a cantora em Le Touquet, um balneário no Norte na França. "Lost in France" alcançou o 9º lugar nas paradas do Reino Unido e levou Tyler à primeira aparição no popular programa musical "Top of the pops".

O lançamento seguinte, "More Than a Lover", em janeiro de 1977, teve o uso em uma série infantil da TV britânica, "Get it together", vetado pela natureza sexual da letra da música. Com a ajuda do que Tyler definiu como "publicidade extra", a música conseguiu chegar ao 27º lugar nas paradas britânicas.

O álbum de estreia, "The world starts tonight", fracassou no Reino Unido, mas alcançou o 2º lugar nas paradas da Suécia. No mesmo ano, Tyler passou por uma cirurgia para remover nódulos nas cordas vocais e foi aconselhada por seu médico a repousar a voz por seis semanas. Em reação, durante o repouso, deu um grito de frustração. O tom rouco que resultou desta desobediência médica se tornou sua marca permanente como cantora.

O sucesso internacional "It's a heartache" foi lançado em novembro de 1977, alcançando o 4º lugar na Grã-Bretanha o 3º lugar na Billboard Hot 100. A primeira turnê de Tyler nos Estados Unidos foi no ano seguinte, com várias apresentações no Greek Theatre em Los Angeles, abrindo para Tom Jones. Em novembro de 1979, Tyler representou o Reino Unido no Festival Mundial de Canções Populares da Yamaha, no Japão e ganhou o prêmio Grand Prix Internacional por sua interpretação de "Sitting on the edge of the ocean".

Eclipse do coração

Em 1982, depois do fim do contrato com a RCA, Tyler assinou com a CBS Columbia e passou a trabalhar com o produtor Jim Steinman. Ele teve resistência a cantora, até que ela enviou fitas com rocks que estava mais interessada em gravar. Foi Steinmam que escreveu e produziu o maior sucesso da artista: "Total eclipse of the heart", que o produtor chamou de "uma avalanche de som e emoção wagneriana".

"Total eclipse of the heart" foi lançado em 11 de fevereiro de 1983 e tornou-se um dos singles mais bem-sucedidos de todos os tempos do Reino Unido, com mais de seis milhões de unidades vendidas. O álbum "Faster than the speed ​​of night" estreou em 1º lugar na parada de álbuns da Grã-Bretanha e chegou ao 4º lugar na Billboard 200 dos Estados Unidos, onde vendeu mais de um milhão de cópias.

Em 1984, a cantora lançou "Holding out for a hero", que fez parte da trilha sonora de "Footloose". No ano seguinte, sua gravação de "Here she comes" para a restauração de Giorgio Moroder do filme "Metropolis", o clássico de ficção-científica de Fritz Lang de 1927, rendeu uma indicação ao Grammy de Melhor Performance Vocal Feminina de Rock. Foi neste ano que a cantora recusou uma oferta para gravar o tema de "007 — Nunca mais outra vez", em que Sean Connery voltou ao papel de James Bond após 12 anos

Com Fábio Jr.

Ao longo da década de 1980, Tyler fez trabalhos com nomes fundamentais do pop britânico, como o produtor George Martin, Elton John e o multi-instrumentista Mike Oldfield. E na lista de parcerias, entrou o cantor brasileiro Fábio Jr.: os dois fizeram um dueto em "Sem limites para sonhar", em um álbum bilíngue do cantor.

Foi no ano seguinte que Tyler e seu marido, Robert Sullivan, um incorporador imobiliário, compraram uma propriedade em Albufeira, no Algarve, no sul de Portugal. O casal também comprou mais tarde uma fazenda na Nova Zelândia, além de manter residência em Londres.

Ao longo de toda a sua vida, Tyler nunca parou de lançar discos e se apresentar. Em julho do ano passado, lançou "Together", produzido por David Guetta e Hypaton. A música fez sucesso nas paradas francesas, com sua letra interpolada pelo refrão de "Total eclipse of the heart". Em 2022, ela fez sua primeira turnê no Brasil, cantando em Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Causas sociais

Tyler participou de três grupos beneficentes ao longo da sua carreira: em 1986, juntou-se ao Projeto Anti-Heroína para gravar "It's a live-In world", com renda foi doada para o financiamento de centros de recuperação para dependentes na Grã-Bretanha. No ano seguinte, fez o vocal de apoio do grupo britânico-americano Ferry Aid, que lançou um cover de "Let it ne", dos Beatles. A renda obtida com a música, que liderou as paradas britânicas por três semanas, foi para o apoio às vítimas do desastre com um ferry boat em Zeebrugge, na Bélgica, em que morreram 193 pessoas. Em 1990, Tyler se juntou ao Rock Against Repatriation para gravar um cover de "Sailing", um protesto contra repatriação de vietnamitas que fugiram para Hong Kong.

A cantora se dedicou a outras causas, como o apoio a crianças com paralisia cerebral e a arrecadação de fundos para vítimas do tsunami no Oceano Índico em 2004. Em 2020, participou de uma regravação de "Don't answer me", do Alan Parsons Project, para arrecadar fundos para Bergamo, cidade italiana profundamente impactada pelo surto da pandemia de COVID-19.

Morre a cantora Bonnie Tyler

FONTE: Cultura / O Globo

terça-feira, 7 de julho de 2026

Familiares e amigos famosos se despedem de Benedito Ruy Barbosa em velório

 Familiares e amigos famosos se despedem do autor de novelas Benedito Ruy Barbosa, que morreu nesta terça-feira (7). O velório é realizado na Funeral Home, em São Paulo. Autor de sucessos como O Rei do Gado (Globo, 1996) e Terra Nostra (Globo, 1999), o escritor teve passagens por diferentes emissoras. Veja os relatos emocionantes de cada um deles.

Ruy Maurício, filho do autor

"Ele tinha grande amor pela terra, pelo campo. Trabalhou em cafezal, viveu em fazenda e transmitiu isso através de sua obra. Ele gostava de mostrar a vida no campo e os valores da família", afirmou o filho de Benedito.
Bruno Luperi, neto de Benedito
"Parece que a gente estava ensaiando se despedir. Além de neto, sou fã incondicional e admirador. Pude trabalhar com ele homenageá-lo em vida. Foi um gesto muito bonito da Globo produzir as novas versões de Pantana e Renascer. O convite que faço é celebrar o legado que ele deixa. O trabalho dele é eterno. Ele estão no panteão dos imortais da TV e da literatura brasileira", afirmou o neto do autor.
Edilene Barbosa, filha do autor
"Além de um grande autor, ele era meu pai, avô dos meus netos, biso dos meus bisnetos... Como ele fazia os netos dormir? Começava a contar histórias do Pantanal, contava as histórias dos bichos, era um grande contador de histórias. Ele não escrevia no silêncio, escrevia no meio da copa de casa. Nos últimos tempos, ele teve um problema nos rins. Ele estava lúcido, mas não suportaria um transplante. Por conta da questão renal, ele passava por internações. De janeiro para cá, a situação foi complicando", afirmou a filha de Benedito.
Cristiana Oliveira, a eterna Juma de Pantanal
Eterna Juma de Pantanal, a atriz que trabalhou com Benedito em mais de uma novela comentou sobre sua relação com o autor. "Estou muito triste, muito emocionada, mas extremamente grata por tudo que o Benedito fez por mim, que foi me dar esse presente tão maravilhoso, tão eterno que foi a Juma Marruá em Pantanal e depois repetir a nossa dobradinha em 2009 na segunda versão de Paraíso", disse.
"Benedito deixa um legado imenso que com certeza as filhas, os filhos em geral, o neto Bruno Luperi, vão continuar. As novelas dele são atemporais porque fala de Brasil extremamente simples, fala de Brasil raiz, Brasil que talvez o Brasil não conheça", completou.
"Eu acho que o Benedito é um homem que vai deixar uma história, já deixou! Uma história marcada na televisão e no coração de todo mundo do Brasil pela profundidade do trabalho dele, desse Brasil que a gente ama", refletiu o ator. Leopoldo esteve em duas novelas do autor: Paraíso (2009) e Velho Chico (2016).
Paula Barbosa, neta do autor e atriz
A filha de Edilene Barbosa, Paula Barbosa
relembrou sobre como foi começar a atuar por influência do avô. "Foi a realização de um sonho. Quando ele resolveu me dar uma oportunidade, foi que eu pensei 'se ele está achando que eu tenho capacidade, então eu tenho que acreditar em mim e seguir esse meu sonho de ser atriz'. E ele me acompanhava em todas as peças, desde criança, até nas peças da escola", contou.
Sérgio Reis
Amigo de longa data do autor, ele se emocionou ao relembrar quem era Benedito longe dos holofotes: "Como amigo, ele era campeão. Ele era um amigão mesmo. Tanto é que fui no aniversário e agradeci à família, ele estava bem doentinho já, e disse 'eu devo minha vida a ele'. Então, hoje é um dia triste para mim".
Almir Sater
"Diria que ele alavancou minha carreira artística, acreditou na minha viola e trouxe ela para o grande público. Ruy é um cara que fez muita diferença na minha vida e estará sempre no meu coração", disse o artista, figura importante na dramaturgia de Ruy Barbosa.
Milton Neves, jornalista
Segundo o jornalista, a partir de um encontro casual com o autor de novelas, a sua vida foi transformada. "O Benedito Ruy Barbosa foi responsável pela minha ascensão na profissão porque eu era apenas um repórter de trânsito e o encontrei no DETRAN, renovando a carta de motorista quando eu era assessor de imprensa lá. Ele gostou de mim e, dali a uns dias, virei o Coronel Milton Neves. Isso alavancou a minha profissão, o meu valor, meu cachê, minha importância no rádio ou na televisão", relembrou.
"Foi um encontro casual lá no DETRAN e como eu sou de Muzambinho, e ele era casado com uma moça de Muzambinho, a gente ficou amigos. Um homem humilde, um gênio, o maior da história. Você conversando com ele, a impressão que dava é que ele era uma pessoa muito simples, não tão importante, não tão genial, um homem maravilhoso, não é porque morreu, mas é gratidão que eu sinto é a primeira virtude do homem, base de todas as demais", completou.
Os atores Tarcísio Filho e sua mãe, Glória Menezes, enviaram para o velório uma coroa de flores brancas. "Com todo respeito, amizade, carinho e admiração", estava escrito no objetivo e eles assinaram como "amigos".
Ao longo da carreira, escreveu A Última Testemunha (Record, 1968), Os Imigrantes (Band, 1981) e Pantanal (Manchete, 1990). Em ua trajetória, apostou em obras com questões sociais relevantes, narrativas envolventes e personagens de grande força dramática.
Trajetória de Benedito Ruy Barbosa
O mais velho de cinco irmãos, Benedito Ruy Barbosa nasceu no dia 17 de abril de 1931, no município de Gália, no interior de São Paulo. Passou a infância na cidade vizinha, Vera Cruz, uma área de cafezais com grande concentração de imigrantes japoneses e italianos. Seu pai, Otávio Barbosa, fundou e dirigiu o jornal A Voz de Vera Cruz até morrer, aos 29 anos, em 1942.
Ainda criança quando o pai morreu, Benedito precisou arrumar um emprego para ajudar sua mãe, Aurora Medeiros Barbosa, que não tinha condições de sustentar a família. Seu primeiro trabalho foi como auxiliar de guarda-livros em uma firma comercial. Sem perspectivas de crescimento no interior do estado, foi morar sozinho em São Paulo, onde passou a estudar à noite e trabalhar durante o dia no escritório que a mesma firma mantinha na capital.
Mais tarde, quando estava mais estável financeiramente, buscou a família no interior e passarem a morar em um cortiço no bairro do Bom Retiro. Benedito complementava sua renda trabalhando como vendedor de verduras na feira e faxineiro em um banco. Depois, graças aos conhecimentos contábeis, conseguiu um emprego no Banco de Boston. Mais tarde, deixou o banco e voltou a trabalhar na firma comercial por alguns anos, em um escritório em Maringá, Paraná.
Durante a temporada na zona rural paranaense, escreveu seu primeiro romance: Fogo Frio, que, em 1959, a convite de Oduvaldo Viana Filho, se tornaria peça de teatro
dirigida por
Augusto Boal no Teatro de Arena – vencedora do prêmio principal da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
Em 1954, passou em um concurso promovido pelo jornal Estado de S. Paulo e foi contratado como revisor. Sua estreia como repórter aconteceu na editoria de Esportes do jornal Última Hora. Trabalhou ainda na Gazeta Esportiva e foi redator de publicidade da Radial Propaganda.
Quando Fogo Frio virou sucesso de bilheteria e o rendeu um convite para trabalhar como roteirista na agência J. W. Thompson, passando a cuidar de todas as novelas patrocinadas pela Colgate-Palmolive. Contratado como autor pela multinacional, escreveu a novela Somos Todos Irmãos (1966), exibida pela TV Tupi. Trabalhou ainda na extinta Excelsior e na TV Cultura.
FONTE:Quem / g1

Tubarão-branco de meia tonelada reaparece após meses sem emitir sinal e surpreende pesquisadores

  Após meses sem qualquer registro de localização, uma das maiores fêmeas de tubarão-branco monitoradas por cientistas no Atlântico Norte vo...